1 de jun. de 2011

Kit contra Homofobia: "Alunos querem discutir diversidade sexual", diz professora transexual

Os adolescentes brasileiros estão prontos para discutir a diversidade sexual em sala de aula. Uns têm preconceito, mas muitos outros estão cheio de curiosidade e disposição para debater o tema. Assim pensa a transexual Marina Reidel, professora na escola estadual Rio de Janeiro, em Porto Alegre (RS), e na Fundarte, em Montenegro, no mesmo estado. “Eles querem essas aulas e gostam delas, pois conhecem algo que não é vivido na família.”
Divulgação 
 
A professora transexual Marina Reidel diz que alunos estão prontos para debater diversidade sexual
    Por essa razão, a professora acredita ser um retrocesso o veto ao “kit gay”, como é chamado o material didático criado pelo MEC (Ministério da Educação) para combater a homofobia. “O material é de boa qualidade, não ensina ninguém a ser gay e mostra a realidade na qual vivemos, pois temos alunos que precisam desse apoio”, diz.
    “Hoje [no dia da entrevista], inclusive, eu propus um trabalho com tema livre e um grupo decidiu falar sobre a diversidade sexual. Isto é, eles mesmos pedem para falar e alguns até dizem ‘eu não homossexual, mas respeito’.”
    A professora, que não revela a idade, transformou-se de Mario em Marina há dez anos. Hoje em dia, é um ícone da luta pelo debate da diversidade sexual em sala de aula. Ela pesquisa o assunto para sua dissertação de mestrado, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e já participou de palestras e cursos de capacitação dentro e fora do estado.

    Quando era criança, no interior gaúcho, sofreu maus-tratos constantes na escola. Antes da transformação, foi ofendida por alunos e rejeitada por alguns pais. Mas ressalta que foram apenas alguns casos. “Os adolescentes são muito mais abertos do que se pensa na hora de trabalhar a diversidade sexual em aula. É fundamental que haja o esclarecimento, pois o preconceito vem da falta de conhecimento”, acredita.
    Na opinião dela, atitudes preconceituosas não devem ser toleradas na escola, e é tarefa de professores e gestores evitar que isso aconteça. “Na minha escola, não aceito esse tipo de brincadeira. Queremos educar cidadãos. Se eu permito essa atitude, mais tarde os alunos sairão em praça pública agredindo a todos.”
    Marina conhece outras 16 professoras transexuais na rede pública brasileira e acredita que haja muitas outras. Elas são exceções numa dura realidade – grande parte dos travestis e transexuais tem dificuldade para conseguir um emprego, pois abandona a escola antes de se formar. “Muitas estão na prostituição porque foram expulsas em algum momento da escola e da família. Elas não têm o ensino fundamental e caem nesse mundo”, afirma.


    Eike Loosssnho, Amey Marina! Mas detestei chamarem perjorativamente o material de KIT GAY!

    28 de mai. de 2011

    Divisão Gay da Polícia combate crimes homofóbicos!

    Na Alemanha, né!? Rs !

    Na Alemanha, divisão gay da polícia, composta por homossexuais, ajuda a combater os crimes homofóbicos

    Proposta de Jair Bolsonaro, que sugeriu criar 'batalhão gay' no Rio de Janeiro, foi levada a sério em Berlim e se espalhou por oito estados alemães

    Luciana Rangel, de Berlim

    Policiais da Vespol em Berlim: grupo tem atuação semelhante aos demais agentes, mas é a referência para casos em que há motivação homofóbica no crime

    Policiais da Vespol em Berlim: grupo tem atuação semelhante aos demais agentes, mas é a referência para casos em que há motivação homofóbica no crime (Divulgação/Vespol)

    Vespol, criada em 1995, foi fundada por problemas internos enfrentados pelos policiais homossexuais

    "Eu sou gay e isso é bom". Com esta frase, o atual prefeito de Berlim, Klaus Wowereit, declarou em 2001 sua homossexualidade em plena campanha eleitoral. E venceu. Wowereit está cotado para ser próximo candidato a chanceler pelo SPD (Partido Social Democrata), uma prova de que sua força política não se abalou – ou talvez tenha até se beneficiado – com o fato de assumir publicamente sua opção sexual. Àquela altura, no entanto, não se pode dizer que a atitude do político, apesar de corajosa, tenha sido uma ruptura radical nas instituições alemãs.
    Antes de Wowereit 'sair do armário', os policiais de Berlim já haviam criado a Vespol, Associação de Policiais Gays e Lésbicas da Alemanha, tornando-se pioneiros do coming out nas instituições do país.
    É certo que entre o alcaide berlinense e o deputado federal brasileiro Jair Bolsonaro, do PP do Rio de Janeiro, há bem mais que um Oceano Atlântico de distância. Mas aos olhos de quem se acostumou a ver com naturalidade policiais assumidamente homossexuais, reunidos em um grupamento dedicado a combater a homofobia, a ironia da proposta desta semana de Bolsonaro – que sugeriu a criação de um batalhão gay no Rio – oscila entre a graça e a defesa radical da diversidade. Para o deputado brasileiro 'arrancar os esmaltes de raiva', em Berlim a coisa deu certo.

    Divulgação/Vespol

     

    Marcus Hentschel, da Vespol: "Os homossexuais, quando procuravam a polícia, não eram levados a sério"

    A Vespol, criada em 1995, foi

    Marcus Hentschel, da Vespol:

    fundada por problemas internos enfrentados pelos policiais homossexuais. "No relatório anual foi declarado que em determinado batalhão não havia gays, o que era falso. Isso causou incômodo em todos os homossexuais. Foi marcada, então, uma reunião para discutir o assunto", conta o policial e um dos diretores da Vespol Alemanha, Marcus Hentschel.
    O tema que era tabu reuniu a princípio 20 policiais. Hoje, só em Berlim os assumidos e militantes são mais de mil. A organização tem representantes em oito estados alemães e funciona como uma espécie de delegacia para homossexuais. Os policiais que nela trabalham executam tarefas iguais a de todos os outros, mas são chamados quando há violência contra um homossexual e desenvolvem programas preventivos nas ruas e contra a homofobia.
    Guardadas as diferenças entre Alemanha e Brasil – e as nuances de mentalidade entre capitais e pequenas cidades em um país de dimensões continentais – a Vespol tem muito a ensinar. Segundo Hentschel, o grande problema que a associação enfrenta é a falta de estatísticas. "Ele apanhou porque é homossexual ou por outro motivo? Esta pergunta dificilmente é respondida nas atas policiais, o que dificulta nossa avaliação e captação de recursos. Crimes contra homossexuais e minorias precisam ser corretamente registrados para que tenhamos mais informações para combatê-los“, diz o policial.
    Apesar da especialização no combate à homofobia e nos avanços que a Vespol tem obtido, Hentschel também explica que fica difícil avaliar se a violência contra homossexuais diminuiu ou não. "Difícil dizer. É uma violência que se sente mas que não se registra. E é nisso que nos debruçamos agora, em números para que possamos trabalhar melhor nossas campanhas.“

    Divulgação/Vespol

    Policiais femininas da Vespol: gays e lésbicas que sofriam preconceito dentro da polícia se reuniram para criar a nova divisão

    Policiais femininas da Vespol: gays e lésbicas que sofriam preconceito dentro da polícia se reuniram para criar a nova divisão

    Em relação à campanha brasileira contra a homofobia, Hentschel considera a iniciativa positiva, mas acredita que ela, sozinha, não basta. Uma das chaves para a mudança, acredita ele, está no trabalho que envolve cidadão e polícia. "Os homossexuais precisam aprender a procurar ajuda, a denunciar. Para isso estamos aqui, mas leva tempo para que o cidadão aprenda a usar o serviço.“
    A experiência com a criação de unidades especiais, e com a postura assumida dos agentes que se declararam homossexuais, criou, na Alemanha, um ambiente mais favorável à denúncia. "Os homossexuais quando procuravam a polícia eram discriminados e não eram levados a sério. Criava-se uma distorção nos registros oficiais: não se registrava e, portanto, não havia a vítima. Logo, não havia o crime. O resultado é que não existiam recursos para combater um crime que, formalmente, não acontece“, explica ele.
    Marcus Hentschel entrou para o curso preparatório da polícia e no meio do processo se descobriu homossexual. A princípio, não quis falar de sua escolha para ninguém, até ouvir comentários desnecessários de colegas. Pesquisando na internet por algum tipo de apoio, descobriu a existência da Vespol, onde hoje atua como parte da diretoria. Aos 34 anos, casado com um também policial e associado à Vespol, Hentschel percebe que há mais tolerância hoje do que há 16 anos, quando a instituição começou. "Há mais aceitação, e a divisão passou a acumular experiência e conhecimento no tratamento de todo tipo de assédio. A mensagem é clara: não precisa gostar do fato de eu ser homossexual, mas precisa respeitar“.

    Fonte: Veja (juro que foi sem querer!)

    25 de mai. de 2011

    10 destinos gays!

    Tire do armário: 10 luas-de-mel GLS

    Turista Profissional comemora a goleada de 10 a 0 na sessão do STF que legalizou as uniões homoafetivas no Brasil



    Ricardo Freire - turista.profissional@grupoestado.com.br
    Verdade seja dita: a indústria do turismo sempre foi simpatizante. A existência de casais gays há muito tempo foi digerida pelo elo mais importante da cadeia, os hotéis. Quando recepcionistas perguntam se os dois rapazes ou as duas moças querem mesmo uma cama de casal, não estão repreendendo, mas apenas evitando um mal-entendido. Claro que o reconhecimento das uniões estáveis tende a deixar tudo ainda mais natural. O Turista Profissional comemora a goleada de 10 a 0 na sessão do STF que legalizou as uniões homoafetivas no Brasil tirando do armário dez viagens para lugares onde ser um casal gay é OK.
    Ricardo Freire/AE
    Ricardo Freire/AE
    Capital holandesa, a mais simpatizante da Europa, tem parada gay fluvial, com desfile nos canais
    Holanda. Foi o primeiro país a legalizar o casamento homossexual, em abril de 2001. Mas muitíssimo antes disso Amsterdã já era tida como a cidade mais simpatizante do continente - o equivalente europeu de San Francisco. A vida GLS é pulverizada pela cidade; a rua mais interessante é a Reguliersdwarsstraat, paralela aos canais Singel e Herensgracht. A parada gay é a mais bonita do mundo: é fluvial, cruzando os canais da cidade (este ano vai ser dia 6 de agosto, um sábado). O aniversário da rainha (30 de abril) também acaba virando um carnaval do arco-íris.
    Espanha. Entrou para a história como a primeira nação católica a oficializar o casamento gay, em 2005. Desde o fim do franquismo os homossexuais já vinham buscando visibilidade e obtendo aceitação. Prova disso é que o tradicional reduto gay madrilenho, Chueca, acabou se tornando um bairro boêmio para todas as tribos (há um ótimo hotel no meio da muvuca, o RoomMate Oscar). Em Barcelona foi fundada a rede de hotéis Axel, que se autodenomina "hétero-friendly". No verão, Ibiza é o ponto mais animado da Europa - e para isso a participação gay é fundamental.
    Portugal. O casamento foi instaurado a contragosto, no início de 2010, pelo presidente Aníbal Cavaco e Silva, que alegou a grave situação econômica nacional para não despender energia vetando a lei aprovada pelo Congresso. A cena portuguesa é bem mais discreta do que na Espanha, mas nem por isso mais tímida: o Bairro Alto, principal foco boêmio de Lisboa, sempre foi um ambiente simpatizante em que todos se misturam. Alguns lugares exclusivamente gays têm surgido no charmoso bairro vizinho do Príncipe Real. Um bom hotel nas redondezas é o novíssimo CS Vintage Lisboa.
    Canadá. Enquanto nos Estados Unidos os cristãos fundamentalistas vão inscrevendo nas Constituições estaduais cláusulas que proíbem a adoção do casamento gay, no Canadá já há igualdade desde 2005. O turismo gay é incentivado com todas as letras; os mapas oficiais das metrópoles canadenses demarcam suas gay villages. A de Montreal fica na Rua Sainte-Cathérine, nas proximidades do metrô Beaudry; no verão a prefeitura transforma algumas quadras num calçadão. A de Toronto fica no entroncamento de Church e Wellesley, a poucas quadras da Bloor Avenue, a Faria Lima local.
    Cidade do México. A capital mexicana aprovou o casamento homossexual no final de 2009. Meses depois, a Suprema Corte declarou os casamentos realizados no Distrito Federal válidos no país inteiro. Apesar da legislação avançada, a sociedade ainda é bastante moralista. A cena gay se concentra num ponto decadente da cidade, a Zona Rosa. É melhor curtir a noite de La Condesa, o equivalente à nossa Vila Madalena. No Pacífico, o balneário de Puerto Vallarta é o mais frequentado por gays, sobretudo americanos. A vida GLS acontece em plena Zona Romántica da cidade.
    Argentina. El matrimonio gay foi legalizado em julho de 2010, precedido por uma telenovela em que o par romântico era formado por dois jogadores de futebol. O turismo gay é tão forte em Buenos Aires quanto é no Rio de Janeiro, atraindo americanos e europeus, além dos brasileiros. A cena é espalhada pela cidade, mas quem optar por San Telmo não perderá a viagem: ali ficam a sucursal portenha do hotel Axel e alguns bed & breakfasts GLS. Buenos Aires tem até uma milonga gay: a La Marshall (lamarshall.com.ar), às quartas e sextas, onde casais do mesmo sexo se alternam nos papéis de condutor e conduzido.
    Uruguai. Gays e lesbianas uruguaios ainda não podem se casar, como na Argentina, mas têm direito à união civil desde 2007. Fala-se agora em estender a igualdade ao casamento. Não há nenhuma região tipicamente GLS em Montevidéu nem em Punta del Este, mas casais gays serão recebidos em todo lugar com a amabilidade que é característica do Uruguai. Um bom roteiro é chegar por Montevidéu e voltar por Buenos Aires, pernoitando uma ou duas noites no caminho, em Colonia del Sacramento ou Carmelo (onde está o lindo resort Four Seasons, com ótimos preços no inverno).
    África do Sul. Depois de enterrar o apartheid, os sul-africanos aposentaram mais uma forma de discriminação no final de 2006, ao estender aos homossexuais o direito do casamento. Trata-se de uma postura ímpar entre os africanos, que normalmente são bastante conservadores neste quesito. O lugar da África do Sul mais agradável para uma lua de mel GLS é a Cidade do Cabo. O pequeno bairro do Waterkant, próximo ao Waterfront, concentra a vida noturna. No verão, os rapazes se encontram na Terceira Praia de Clifton (mas poucos se atrevem a entrar nas águas gélidas do sul do Índico).
    Rio Grande do Sul. É bom lembrar que o assunto união homoafetiva chegou ao Supremo Tribunal Federal porque há alguns anos juízes do Rio Grande do Sul começaram a julgar procedentes ações interpostas por casais gays gaúchos. Se não fosse pelo Judiciário do Sul, o processo ainda levaria alguns anos. A melhor viagem para lá é na contramão: durante a semana na Serra - Gramado e a região dos vinhedos de Bento Gonçalves - e de sexta a domingo em Porto Alegre, quando os hotéis baixam sensivelmente o preço das diárias.
    Rio de Janeiro. Outro Estado que ajudou a provocar a decisão do STF, graças à ação do governador Sergio Cabral para estender aos funcionários públicos gays os direitos dos servidores heterossexuais. A capital há muito convive naturalmente com sua população gay. Foi por lá que apareceram as primeiras bandeiras do arco-íris desfraldadas em um lugar de grande visibilidade: o Posto 9, em Ipanema, à esquerda da Rua Farme de Amoedo. Os turistas gays são bem vistos e bem-vindos: há até um guia gay oficial da Secretaria de Turismo disponível nas recepções dos hotéis.
    Fonte: Estadão

    24 de mai. de 2011

    Asho Dygno: Preta Gil recebe homenagem na Câmara de Vereadores do Rio


    A cantora Preta Gil chora durante cerimônia em que recebeu a medalha de mérito Pedro Ernesto, na Câmara dos Vereadores do Rio, na tarde desta segunda (23/5/2011). A homenagem, uma iniciativa da deputada Aspásia Camargo (à dir.) e do vereador Leonel Brizola Neto (à esq.), acontece dois meses após o deputado Jair Bolsonaro insinuar que Preta seria promíscua, afirmando ainda que seu filho nunca namoraria uma mulher negra. No plenário, fãs exibiram camisetas de apoio à cantora.

    Deu no Uol

    Pretinha maravilhosa defensora das mulheres, dos negros, dos gays e lésbicas! Por um país sem preconceitos, essa é uma homenagem mais que merecida!
    Viva Preta!
    Ps. Todas pro Show da Preta que vai acontecer aqui na Planície!

    23 de mai. de 2011

    Gays e a Bíblia - por Frei Beto

    É no mínimo surpreendente constatar as pressões sobre o Senado para evitar a lei que criminaliza a homofobia. Sofrem de amnésia os que insistem em segregar, discriminar, satanizar e condenar os casais homoafetivos. No tempo de Jesus, os segregados eram os pagãos, os doentes, os que exerciam determinadas atividades profissionais, como açougueiros e fiscais de renda. Com todos esses Jesus teve uma atitude inclusiva. Mais tarde, vitimizaram indígenas, negros, hereges e judeus. Hoje, homossexuais, muçulmanos e migrantes pobres (incluídas as “pessoas diferenciadas”...).

    Relações entre pessoas do mesmo sexo ainda são ilegais em mais de 80 nações. Em alguns países islâmicos elas são punidas com castigos físicos ou pena de morte (Arábia Saudita, Irã, Emirados Árabes Unidos, Iêmen, Nigéria etc). No 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, em 2008, 27 países-membros da União Europeia assinaram resolução à ONU pela “despenalização universal da homossexualidade”.

    A Igreja Católica deu um pequeno passo adiante ao incluir no seu catecismo a exigência de se evitar qualquer discriminação a homossexuais. No entanto, silenciam as autoridades eclesiásticas quando se trata de se pronunciar contra a homofobia. E, no entanto, se escutou sua discordância à decisão do STF ao aprovar o direito de união civil dos homoafetivos.

    Ninguém escolhe ser homo ou heterossexual. A pessoa nasce assim. E, à luz do Evangelho, a Igreja não tem o direito de encarar ninguém como homo ou hetero, e sim como filho de Deus, chamado à comunhão com Ele e com o próximo, destinatário da graça divina.

    São alarmantes os índices de agressões e assassinatos de homossexuais no Brasil. A urgência de uma lei contra a violência simbólica, que instaura procedimento social e fomenta a cultura da satanização.

    A Igreja Católica já não condena homossexuais, mas impede que eles manifestem o seu amor por pessoas do mesmo sexo. Ora, todo amor não decorre de Deus? Não diz a Carta de João (I,7) que “quem ama conhece a Deus” (observe que João não diz que quem conhece a Deus ama...).

    Por que fingir ignorar que o amor exige união e querer que essa união permaneça à margem da lei? No matrimônio são os noivos os verdadeiros ministros. E não o padre, como muitos imaginam. Pode a teologia negar a essencial sacramentalidade da união de duas pessoas que se amam, ainda que do mesmo sexo?

    Ora, direis, ouvir a Bíblia! Sim, no contexto patriarcal em que foi escrita seria estranho aprovar o homossexualismo. Mas muitas passagens o subtendem, como o amor entre Davi por Jônatas (I Samuel 18), o centurião romano interessado na cura de seu servo (Lucas 7) e os “eunucos de nascença” (Mateus 19). E a tomar a Bíblia literalmente, teríamos que passar ao fio da espada todos que professam crenças diferentes da nossa e odiar pai e mãe para verdadeiramente seguir a Jesus.

    Há que passar da hermenêutica singularizadora para a hermenêutica pluralizadora. Ontem, a Igreja Católica acusava os judeus de assassinos de Jesus; condenava ao limbo crianças mortas sem batismo; considerava legítima a escravidão;e censurava o empréstimo a juros. Por que excluir casais homoafetivos de direitos civis e religiosos?

    Pecado é aceitar os mecanismos de exclusão e selecionar seres humanos por fatores biológicos, raciais, étnicos ou sexuais. Todos são filhos amados por Deus. Todos têm como vocação essencial amar e ser amados. A lei é feita para a pessoa, insiste Jesus, e não a pessoa para a lei.

    FREI BETTO é escritor.


    Lady Gaga: Serah que vai ter eshcursão?


     Amigues, a Joice me contou que vai ter Shouw da Lady Gaga!

    MÃE MONSTRA

    Parece que agora a coisa é séria. Lady Gaga acabou de escrever no seu perfil do Twitter a seguinte frase: "No próximo ano [2012] a The Born This Way Tour vai ao Brasil. É importantíssimo para mim encontrar meus monstrinhos brasileiros. Amo!" Glamurama já está contando os dias e assim que souber mais detalhes conta tudo por aqui, tá?

    Pois é,  olha soh! em 2012  Lady Gaga vem ao Braseeel !

    Ok, ok, ok, eu sei, eu sei ... As monas que passaram pelo processo de cacoorização, que hoje são tias e deeestrebõe conseelhos para as bees novinhas vão dizer que ela nem é isso tudo, que bom mesmo era Madona no início dos anos 80!

    Tá, eu sei, a Gaga shega a ser chatinha, cada hora pendurando uma coisa diferenchti na cabeça e dizendo "Ei me fotografem!", mas que cantuóra de hoje é mais ameega dos gays que a gaguinha, hein!? Aqui no Brasil, nem Gaduzão levanta a bandeira! Vê se podche uma coisa dessas!

    Então, vamos lá, cheias de gramooour, preshtigiar a fofa da Gaga!

    Mas, as bibas campishtas querem saber: Seráh, vai ter show na Pecuária? Vai ter eshcursão saindo de Donana? Jáh puóde enshaiar as  coreografhia ? Todas quer dançar!

    22 de mai. de 2011

    Oi, quais as academias que tem sauna e pode rolar pegação?

    Uhhhmmm, perguntchinha babadeira básica!
    Amiga, olha, eu sou da seguinte filohsofia, onde há vapor, homens de toalha e sabonete caindo no chãum, é impossible não ter algoooma pegação!
    Então, mais certo quanto dois mais dois sempre dá quatro, se há sauna, se poooblico é excloosivamenchti masculino, o percetooal de probabilidachy de ter um rala é ENORME!
    Agora, Academy Sauna Facts:

    Já soube de babados nas saunas do Sesi, da Corpo e Energia, e da Estação Saúde...

    Então ameega, malhe seu corpitcho, fique lymda, e depois vai dar (Oi!) aquela relaxada no vapor.... Deixa abrir os póros (Ui!) Delíça!

    Infelizmentchy, não tenho feito academia, por que o ciroorgião não recomenda isso depois da transgenizalização, néah...
    Mas depois que eu ischtiver bouah, volto com todo o vapor !!!

    Edyca importante: sempre observe o território com muita calma, não dê passos sem saber onde vai pisar, ok? Nada de ficahr sensualizando sem saber qual é a do bofe, viu!? Senão você corre o rishco de levar um belo dum coió.... Lembre-se sempre: estar nesses loogares, não sygnificah que o cara é gay e nem todos levarão sua investida numa bouá! Então amyga, evite constrangimentos.

    Ah, se qualquer quiser deishar seu depoimento básico sobre o babado nas saunas, é só comentar, viu.

    21 de mai. de 2011

    Tô begem minha genten: Prefeitura de Campos orienta direitos de casais gays!

    Deu no Estou procurando o que fazer

    Secretaria de Justiça orienta casais homossexuais sobre direitos

    justiça

    Casais homossexuais de Campos que queiram sanar dúvidas sobre os direito de família e sucessões de herança podem buscar apoio na Secretaria de Justiça e Assistência Judiciária da Prefeitura de Campos. De acordo com o secretário da pasta, Gilmar Lemos, a iniciativa de prestar esclarecimentos sobre o tema se dá em função da decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), que concede aos homossexuais os mesmos direitos de casais heterossexuais.

    Fonte: Secom

    PS: Embora  na rádio Diário a prefeita tenha feito coro com seu marido contra o material produzido pelo MEC para a campanha anti-homofobia, não deixa de ser um avanço. De certo a prefeita reconheceu que  não só a  planície, mas o mundo  é mais rosa do que ela e seu marido imaginam. 

    Obs nº 1 – Garotinho, de olho no eleitorado evangélico, já faz algum tempo adotou um discurso homofóbico, combatendo publicamente a parada gay, as uniões entre gays,  e condenando candidatos que a apoiem. Veja aqui: link

    Obs nº 2 – Isto foi afirmado em uma nota da Secretaria de comunicação de Campos, daí a gente sabe néah… Entre fazer a propaganda e o serviço funcionar há uma boa diferença.  Mas vamos esperar para ver …

    20 de mai. de 2011

    Comunidade Judaica critica alterações no projeto de Lei de Combate à Homofobia

     "A liberdade de expressão não pode ser absoluta. A liberdade de expressão pode entrar em choque com valores da sociedade. Mais uma vez esse conflito, que envolve padres, rabinos, pastores, xeiques. Se podem ou não falar sobre muitos assuntos, essa liberdade não pode ser ilimitada. É preciso tomar cuidado. Sermões e pregações contra homossexuais, judeus, nordestinos... É péssimo, é terrível. É um desafio velho: fomentar a liberdade de expressão e colocar limite. " - disse o rabino Schlesinger.

    Deu no O Globo.

    Comunidade judaica critica proposta de Marta Suplicy que permite ofensas a minorias em cultos

    Publicada em 19/05/2011 às 23h36m
    Evandro Éboli A senadora Marta Suplicy/Foto de Andre Coelho
    BRASÍLIA - Entidades da comunidade judaica criticaram nesta quinta-feira a proposta da senadora Marta Suplicy (PT-SP) que altera a Lei Afonso Arinos e abre brecha para permitir que religiosos possam ofender homossexuais durante os cultos. Marta é relatora do projeto que prevê criminalização da homofobia. A petista incluiu a proposta no artigo 20 da lei, que penaliza quem pratica a discriminação e incita o preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional (estrangeiros).
    " É rasgar a lei, que é espetacular no combate aos crimes raciais e invejada em outros países "

    DIREITOS IGUAIS: Marcha contra homofobia reúne milhares em Brasília
    Segundo o texto proposto pela senadora, manifestações em cultos não poderiam ser enquadradas como crime de preconceito racial, religioso ou mesmo sexual. O advogado criminalista Octavio Aronis, que trabalha de forma voluntária para a Federação Israelita Paulista e a Confederação Israelita do Brasil (Conib) foi duro nas críticas e afirmou que a emenda de Marta joga no lixo a Lei Afonso Arinos.
    - Essa modificação não faz o menor sentido e vai abrir precedentes porque é muito difícil julgar o que é manifestação pacífica de pensamento. Vai abrir margem para qualquer coisa. Imagine nos tribunais: não, foi uma manifestação pacífica, não quis ofender e nem acusar ninguém! É rasgar a lei, que é espetacular no combate aos crimes raciais e invejada em outros países. E altera o artigo 20, que é o artigo capital, o mais importante, que se permite trazer a materialidade do crime - afirmou Octavio Aronis, que citou o exemplo dos próprios judeus.
    Para Rabino, liberdade de expressão não é absoluta
    O rabino Michel Schlesinger, da Congregação Israelita Paulista (CIP), afirmou que a liberdade de expressão não pode ser absoluta e também questionou a proposta da senadora.
    - A liberdade de expressão não pode ser absoluta. A liberdade de expressão pode entrar em choque com valores da sociedade. Mais uma vez esse conflito, que envolve padres, rabinos, pastores, xeiques. Se podem ou não falar sobre muitos assuntos, essa liberdade não pode ser ilimitada. É preciso tomar cuidado. Sermões e pregações contra homossexuais, judeus, nordestinos... É péssimo, é terrível. É um desafio velho: fomentar a liberdade de expressão e colocar limite. Acho prudente que a senadora repense a inclusão dessa emenda - disse o rabino Schlesinger.
    Marta Suplicy argumentou que não se deve punir por discriminação os casos de "manifestação pacífica de pensamento fundada na liberdade de consciência e de crença". A senadora justificou que não se deve ignorar que muitas religiões consideram a prática homossexual uma conduta a ser evitada. A petista afirmou nesta quarta-feira que pode retirar essa emenda do texto em função da polêmica que está causando e ainda do risco de ser considerada inconstitucional.

    Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/mat/2011/05/19/comunidade-judaica-critica-proposta-de-marta-suplicy-que-permite-ofensas-minorias-em-cultos-924500289.asp#ixzz1Mu1aE8yL
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