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30 de out. de 2011
13 de mai. de 2011
CyberAtivismo: Abaixo assinado evita pena de Morte de Gays e Uganda
Uganda adia votação de lei que impõe pena de morte a gays
O deputado David Bahati, relator do projeto de lei, não conseguiu realizar a votação nesta sexta. Mas ele avisa: na próxima semana com certeza a proposta deverá entrar na pauta da Casa.
Um polêmico projeto de lei que pretende instituir, entre outros, a pena de morte para homossexuais em Uganda pode ser votado na próxima semana, segundo afirmou nesta sexta-feira o deputado David Bahati, promotor da legislação e membro do partido governamental Movimento de Resistência Nacional (NRM).
A orientação sexual homossexual já é considerada crime no país africano, embora as punições ainda não cheguem ao extremo de enviar os infratores para o corredor da morte. Depois de muita pressão de grupos ativistas - foi criada, na internet, uma petição contra a Lei - e da própria comunidade internacional, porém, o Parlamento ugandense deixou de votar o projeto nesta sexta e resolveu adiá-lo para a próxima semana.
"Não há emendas ou mudanças possíveis que possam justificar a aprovação deste odioso projeto", disse o porta-voz do Departamento de Estado americano, Mark Toner, ao condenar a possível lei.
O projeto de lei chegou a entrar na agenda da Câmara de Uganda, previsto para ser votado ao final da sessão, mas ela acabou não sendo debatida por falta de tempo e de parlamentares, segundo Bahati. "Não a debatemos hoje porque não há gabinete", disse. Segundo ele, a legislação não pôde ser discutidaporue o Parlamento não pode tratar de nenhum assunto sem um Governo legalmente ativo.
O presidente do país, Yoweri Museveni, foi reeleito em 18 de fevereiro para outro mandato de cinco anos, após 25 anos no poder, mas ainda não designou oficialmente seu governo. Na quinta, ele jurou o cargo, mas ainda tem que reformar as estruturas do governo.
O novo Parlamento, com 375 deputados escolhidos por sufrágio universal, será formado na próxima semana em uma sessão que durará três dias.
O projeto de lei foi apresentado originalmente em 2009, e contemplava endurecer as penas para os homossexuais do país com a prisão perpétua, ou até pena capital em alguns casos, quando o envolvido fosse soropositivo. Em março, o governo havia refutado o projeto por considerar que já havia, na legislação vigente, espaço que tratasse da homossexualidade como crime.
Em 26 de janeiro, o ativista gay David Kato foi assassinado em sua casa na cidade de Mukono, a 24 quilômetros ao leste de Campala. À imprensa, o porta-voz americano Toner, declarou que tanto o presidente Barack Obama como a secretária de Estado Hillary Clinton expressaram publicamente que a proposta é "inconsistente" com "os padrões e obrigações universais em direitos humanos".
ASSINE A PETIÇÃO
24 hours to stop Uganda's anti-gay bill!
19 de abr. de 2011
Perfil no Orkut do estudante de direito que agrediu a homossexual em Campo Grande
Perfil no orkut do agressor
http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=17541831739701229008
Estudante de Direito e filho do prefeito!!
http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=17541831739701229008
Estudante de Direito e filho do prefeito!!
Deu no ACAPA
André Baird, 20, se entregou nesta terça-feira (19) à polícia de Campo Grande (MSl) e confessou que ele, um primo e mais dois amigos agrediram um gay na saída de uma boate na última sexta-feira (15). O estudante de direito negou homofobia, disse que estavam bêbados e à procura de alguém para agredir.
André Baird é filho do prefeito de Costa Rica (MS), Jesus Queiroz Baird. André mora há dois anos em Campo Grande. O pai de André declarou ao jornal "Folha de São Paulo" que ficou "arrasado" quando teve conhecimento do fato e obrigou o seu filho a se entregar. Jesus Queiroz ainda disse que, "homofobia ou não", o seu filho terá de pagar da mesma forma.
Os jovens disseram em depoimento que ficaram bebendo desde as 20h de quinta-feira (14) e que, depois de saírem de uma boate, estavam passando de carro pela região da boate gay quando viram L., 21, e o amigo de 18, que conseguiu escapar. L. escorregou e foi pego pelos agressores que deram socos, chutes no rosto e no tórax. Segundo a vítima, os agressores o xingavam de "veado".
Wagner Leão do Carmos, advogado dos jovens agressores, defende a tese de que os seus clientes não sabiam da orientação sexual de L. "A boate gay fica a três quadras do local da briga, não tinha como eles saberem que alguém era homossexual", declarou o advogado.
Apesar do argumento do advogado, a polícia declarou que trabalha com a hipótese de homofobia, mas, como ela não é crime, os rapazes serão indiciados por lesão corporal dolosa e injúria. Os agressores podem pegar de um ano a seis meses de prisão.
André Baird é filho do prefeito de Costa Rica (MS), Jesus Queiroz Baird. André mora há dois anos em Campo Grande. O pai de André declarou ao jornal "Folha de São Paulo" que ficou "arrasado" quando teve conhecimento do fato e obrigou o seu filho a se entregar. Jesus Queiroz ainda disse que, "homofobia ou não", o seu filho terá de pagar da mesma forma.
Os jovens disseram em depoimento que ficaram bebendo desde as 20h de quinta-feira (14) e que, depois de saírem de uma boate, estavam passando de carro pela região da boate gay quando viram L., 21, e o amigo de 18, que conseguiu escapar. L. escorregou e foi pego pelos agressores que deram socos, chutes no rosto e no tórax. Segundo a vítima, os agressores o xingavam de "veado".
Wagner Leão do Carmos, advogado dos jovens agressores, defende a tese de que os seus clientes não sabiam da orientação sexual de L. "A boate gay fica a três quadras do local da briga, não tinha como eles saberem que alguém era homossexual", declarou o advogado.
Apesar do argumento do advogado, a polícia declarou que trabalha com a hipótese de homofobia, mas, como ela não é crime, os rapazes serão indiciados por lesão corporal dolosa e injúria. Os agressores podem pegar de um ano a seis meses de prisão.
18 de abr. de 2011
Travesti é cruelmente assassinada em Campina Grande
Crime ocorreu na madrugada de sexta-feira (15), no Centro da Cidade.
Segundo a polícia, quatro rapazes participaram do homicídio.
Um travesti foi assassinado a facadas na madrugada desta sexta-feira (15), em Campina Grande. Segundo a polícia a vítima tinha 24 anos e foi atingida por mais de 30 facadas pelo corpo. O crime foi registrado pelas câmeras de trânsito da Superintendência de Trânsito da cidade.
De acordo com a Polícia Civil, pelo menos quatro pessoas teriam participado do crime e já foram identificadas. Entre eles está um adolescente, que foi apreendido e levado para uma instituição específica para adolescentes infratores. Um dos rapazes foi preso e o restante está foragido.
11 de abr. de 2011
o que tem sentido na homofobia
Aqueee... vou liberar a socióloga, psicóloga,sexóloga, teóloga, que ecziste em meeemm??
Bem, é possível afirmar que todas as sociedades possuem seus preconceitos. Aliás, quem de nós não os tem, não é verdade?
Com o tempo, muitos preconceitos são deixados de lado (o que não significa que outros não existam ou sejam criados).
Os preconceitos não podem ser explicados por uma única causa, mas creio que, no caso da homofobia, algumas de suas origens podem ser identificadas sem muita dificuldade.
Inicialmente, diversas tradições religiosas, especialmente no ocidente, construíram modelos teológicos baseados em dicotomias, corpo/alma, puro/impuro, bem/mal... e, com o propósito de impor uma disciplina específica à vida dos sujeitos, passaram a ser condenadas todas as formas de prazer sexual que não fossem chanceladas pelas instituições religiosas, na forma do casamento.
Há muito tempo as sociedades deixaram de lado os dogmas e interdições religiosos com relação ao sexo, a questão da homosseuxualidade é apenas mais um episódio na história da repressão sexual derivada de tradições religiosas.
Por outro lado, até mesmo uma certa perspectiva de ciência, nos séculos XVIII e XIX, contribuiu para o preconceito à medida que pretendeu discriminar alguns comportamentos como normais ou patológicos. Do século XIX até meados do século XX ainda se usava a expressão "homossexualismo" para se identificar um "transtorno" psicológico que conduzia as pessoas a tais práticas.
Com o passar do tempo, o conhecimento científico permitiu notar que a sexualidade humana não é um "fruto do meio" ou apenas determinada por razões biológicas e, em toda a natureza, a inúmeras espécies em que, assim como a humana, há homossexualidade.
A ciência hoje tende a considerar que os dois fatores são importantes. De um lado há tendências inatas, de outro, estas tendências só podem se manifestar nas relações do sujeito com os demais.
De uma forma ou de outra, quer se tratem de fatores biológicos, quer se tratem de questões comportamentais, nenhuma concepção de sociedade justa pode negar direitos e dignidade a qualquer pessoa que viva sua vida sem prejudicar qualquer outro.
Por mais que possamos considerar estranho, por mais que não compartilhemos das mesmas idéias, gostos, emoções, não podemos, em uma sociedade que se pretenda minimamente justa, negar aos sujeitos respeito e dignidade.
Todavia, esse ideal de respeito e dignidade também esbarra no conflito entre modelos "de identidade". Com efeito, quanto menos estabelecida a identidade do sujeito, mais este se incomoda com aquilo que diverge das concepções de vida que o sujeito tem para si. É como se, para alguns sujeitos, a principal - senão única - forma de se afirmarem, de dizerem o que são, é através da negação daquilo - e daqueles - que consideram diferentes.
Isto é algo que dificilmente será eliminado da história humanidade, sempre existirão sujeitos que para se afirmar, negarão o outro. O máximo que podemos fazer, é impor limites ao comportamento intolerante, exigindo, ao menos nos termos da lei, o respeito a alguns direitos fundamentais. Esse é o grande embate de nossos dias.
Bem, é possível afirmar que todas as sociedades possuem seus preconceitos. Aliás, quem de nós não os tem, não é verdade?
Com o tempo, muitos preconceitos são deixados de lado (o que não significa que outros não existam ou sejam criados).
Os preconceitos não podem ser explicados por uma única causa, mas creio que, no caso da homofobia, algumas de suas origens podem ser identificadas sem muita dificuldade.
Inicialmente, diversas tradições religiosas, especialmente no ocidente, construíram modelos teológicos baseados em dicotomias, corpo/alma, puro/impuro, bem/mal... e, com o propósito de impor uma disciplina específica à vida dos sujeitos, passaram a ser condenadas todas as formas de prazer sexual que não fossem chanceladas pelas instituições religiosas, na forma do casamento.
Há muito tempo as sociedades deixaram de lado os dogmas e interdições religiosos com relação ao sexo, a questão da homosseuxualidade é apenas mais um episódio na história da repressão sexual derivada de tradições religiosas.
Por outro lado, até mesmo uma certa perspectiva de ciência, nos séculos XVIII e XIX, contribuiu para o preconceito à medida que pretendeu discriminar alguns comportamentos como normais ou patológicos. Do século XIX até meados do século XX ainda se usava a expressão "homossexualismo" para se identificar um "transtorno" psicológico que conduzia as pessoas a tais práticas.
Com o passar do tempo, o conhecimento científico permitiu notar que a sexualidade humana não é um "fruto do meio" ou apenas determinada por razões biológicas e, em toda a natureza, a inúmeras espécies em que, assim como a humana, há homossexualidade.
A ciência hoje tende a considerar que os dois fatores são importantes. De um lado há tendências inatas, de outro, estas tendências só podem se manifestar nas relações do sujeito com os demais.
De uma forma ou de outra, quer se tratem de fatores biológicos, quer se tratem de questões comportamentais, nenhuma concepção de sociedade justa pode negar direitos e dignidade a qualquer pessoa que viva sua vida sem prejudicar qualquer outro.
Por mais que possamos considerar estranho, por mais que não compartilhemos das mesmas idéias, gostos, emoções, não podemos, em uma sociedade que se pretenda minimamente justa, negar aos sujeitos respeito e dignidade.
Todavia, esse ideal de respeito e dignidade também esbarra no conflito entre modelos "de identidade". Com efeito, quanto menos estabelecida a identidade do sujeito, mais este se incomoda com aquilo que diverge das concepções de vida que o sujeito tem para si. É como se, para alguns sujeitos, a principal - senão única - forma de se afirmarem, de dizerem o que são, é através da negação daquilo - e daqueles - que consideram diferentes.
Isto é algo que dificilmente será eliminado da história humanidade, sempre existirão sujeitos que para se afirmar, negarão o outro. O máximo que podemos fazer, é impor limites ao comportamento intolerante, exigindo, ao menos nos termos da lei, o respeito a alguns direitos fundamentais. Esse é o grande embate de nossos dias.
5 de abr. de 2011
Jogador de Volei assume ser Gay e Clube o defende de Homofobia
Do Uol
5/04/2011 - 12h59
Michael assume que é homossexual mas diz que "não é importante"
Bruno Doro
Em São Paulo
- JUIZ NÃO RELATA HOMOFOBIA; CBV ESPERAA Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) recebeu o relatório encaminhado pelo Vôlei Futuro, que acusa a torcida do Sada/Cruzeiro de homofobia contra um de seus jogadores. A entidade, porém, afirmou que o árbitro e o delegado da partida não relataram qualquer tipo de irregularidade. Com isso, a entidade agora aguarda a decisão do STJD sobre o caso.
Toda a polêmica que envolveu a partida entre Vôlei Futuro e Cruzeiro, na última sexta-feira, em Contagem, Minas Gerais, fez o meio de rede Michael assumir que é homossexual. O jogador, no entanto, fez questão de afirmar que sua orientação sexual não é relevante para o caso. "Eu prefiro não falar sobre isso. Não acho que [minha orientação sexual] seja importante. Quem me vê dentro de quadra e me conhece sabe o que sou. Mas foi uma agressão", disse o jogador.
Pouco depois de falar com o UOL Esporte, Michael foi ainda mais direto em outra entrevista: "Sou gay, mas isso não precisa ser comentado. Todo mundo aqui sabe", falou ao site Globoesporte.com.
Com o Ginásio do Riacho lotado com 2200 pessoas, o jogador foi o grande alvo da torcida do Cruzeiro. Ele alega ter sido chamado de "gay" e "bicha" sempre que tocava na bola e se aproximava das arquibancadas. Pela televisão, a reportagem ouviu gritos de "veado" a cada vez que o central se preparava para sacar. Apesar da revolta com o que aconteceu, o jogador não deve tomar medidas legais contra o adversário.
A empresa que cuida de sua carreira enviou para a imprensa um comunicado repudiando os atos dos torcedores, mas afirmando que só alertou "as Secretarias de Segurança Pública, os Batalhões do Corpo de Bombeiros, a Confederação Brasileira de Voleibol e as respectivas Procuradoria de Justiça Estaduais, das localidades em pauta, para a observância e preservação da integridade física e moral dos envolvidos".
Para o jogador, a maior preocupação é o aumento do número de ações que mostram intolerância dos torcedores. "O que nós precisamos fazer é acabar com essa tendência. Se hoje é um ato de homofobia, amanhã é de racismo. E isso já aconteceu nessa Superliga, quando chamaram um atleta de macaco", lembrou o jogador. O episódio aconteceu em fevereiro, na partida entre Londrina e São Bernardo.
"Em estádios de futebol pode ser comum, mas acho que não é uma situação normal. Não deveria acontecer nada assim. O que eu sinto é que atos de homofobia e preconceito vem crescendo. Você pode torcer, independente da cor da pele ou da opção sexual", completa.
A segunda partida dos playoffs semifinais da Superliga está marcada para o próximo sábado, às 10h, em Araçatuba, no interior de São Paulo. Se o Cruzeiro vencer, está na decisão. Se o Vôlei Futuro empatar a série, o finalista será definido no dia 15, novamente em Minas Gerais. Na outra semi, Sesi e Minas empatam em 1 a 1.
3 de abr. de 2011
Intolerância – Gangues perseguem Gays e Negros
Enquanto a gente finge que não tem problema nenhum um Deputado Federal defender a tortura e afirmar que se pode curar gays com porrada…
Enquanto a gente finge que não tem problema nenhum líderes “religiosos” fazerem apologia da perseguição a gays…
Integrante de Gangue com tatuagem inspirada no filme Laranja Mecânica de Stanley Kubrick
25 gangues apavoram gays e negros nas ruas da cidade
Polícia Civil de São Paulo identifica 200 integrantes de grupos extremistas Skinheads entre 16 e 28 anos são investigados por "crimes de ódio" que deram origem a 130 inquéritos policiais
Eles são jovens, com idades entre 16 e 28 anos.
Têm ensino fundamental e médio. Pertencem, em sua maioria, às classes C e D. Usam coturnos com biqueiras de aço ou tênis de cano alto, jeans e camisetas. São brancos e pardos -negros, não. Cultuam Hitler, suásticas e o número 88. A oitava letra do alfabeto é o H; HH dá "Heil, Hitler", a saudação dos nazistas. Consomem baldes de álcool. As outras drogas têm apenas uso marginal. Ostentam tatuagens enormes em que se leem "Ódio", "Hate", ou "Ame odiar". A propósito, odeiam gays e negros. São de direita. Gostam de bater, bater e bater. E de brigar.
Polícia Civil de São Paulo identifica 200 integrantes de grupos extremistas Skinheads entre 16 e 28 anos são investigados por "crimes de ódio" que deram origem a 130 inquéritos policiais
LAURA CAPRIGLIONE
DE SÃO PAULO
DE SÃO PAULO
Eles são jovens, com idades entre 16 e 28 anos.
Têm ensino fundamental e médio. Pertencem, em sua maioria, às classes C e D. Usam coturnos com biqueiras de aço ou tênis de cano alto, jeans e camisetas. São brancos e pardos -negros, não. Cultuam Hitler, suásticas e o número 88. A oitava letra do alfabeto é o H; HH dá "Heil, Hitler", a saudação dos nazistas. Consomem baldes de álcool. As outras drogas têm apenas uso marginal. Ostentam tatuagens enormes em que se leem "Ódio", "Hate", ou "Ame odiar". A propósito, odeiam gays e negros. São de direita. Gostam de bater, bater e bater. E de brigar.
Foto de Gangue na àrea central de São Paulo
O perfil dessa turma, auto-denominada skinheads por influência do movimento surgido na Inglaterra durante os anos 1960, quem traçou foi a Decradi (Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância), da Polícia Civil do Estado de São Paulo.
No total, a Decradi já identificou 200 membros de 25 gangues com nomes como Combate RAC (Rock Against Communism- rock contra o comunismo, em português) e Front 88 (sempre o 88).
São integrantes desses grupos que aparecem com mais frequência como agressores de negros, gays e em pancadarias entre torcidas organizadas, quando encarnam a faceta "hooligan".
Também a exemplo do que ocorre na Europa, skinheads são especialistas em quebra-quebra entre torcedores.
No total, a Decradi já identificou 200 membros de 25 gangues com nomes como Combate RAC (Rock Against Communism- rock contra o comunismo, em português) e Front 88 (sempre o 88).
São integrantes desses grupos que aparecem com mais frequência como agressores de negros, gays e em pancadarias entre torcidas organizadas, quando encarnam a faceta "hooligan".
Também a exemplo do que ocorre na Europa, skinheads são especialistas em quebra-quebra entre torcedores.
Material apreendido com integrantes de gangue
"FAIXA DE GAZA"
A delegada Margarette Correia Barreto, titular da Decradi, é quem lidera o esforço de identificação dessas gangues. Atualmente, na delegacia, há 130 inquéritos envolvendo os "crimes de ódio"- motivados por preconceito contra um grupo social.
"O alcance e a repercussão desses ataques, entretanto, é muito maior do que em um crime comum. Se um homossexual é atingido, todo o grupo sente-se atingido", exemplifica a delegada do Decradi. "É uma comoção."
Pelo levantamento da polícia, o foco dos "crimes de ódio" é a região da avenida Paulista e da rua Augusta, na região central da cidade. Segundo a delegada, ali é "a nossa faixa de Gaza".
O motivo é que a área tem a maior concentração de bares frequentados por gays e por skinheads -cada turma no seu reduto, mas todos muito perto uns dos outros. "Eles acabam se encontrando pela rua", diz a delegada.
"O alcance e a repercussão desses ataques, entretanto, é muito maior do que em um crime comum. Se um homossexual é atingido, todo o grupo sente-se atingido", exemplifica a delegada do Decradi. "É uma comoção."
Pelo levantamento da polícia, o foco dos "crimes de ódio" é a região da avenida Paulista e da rua Augusta, na região central da cidade. Segundo a delegada, ali é "a nossa faixa de Gaza".
O motivo é que a área tem a maior concentração de bares frequentados por gays e por skinheads -cada turma no seu reduto, mas todos muito perto uns dos outros. "Eles acabam se encontrando pela rua", diz a delegada.
Tatuagens com simbolos do nazismo, do integralismo e do cristianismo.
Ex-punk, policial monitora agressores
Investigador acompanha as ações de grupos homofóbicos em SP; torcidas organizadas também estão na mira
Delegacia especializada também investiga os crimes contra negros, judeus e nordestinos cometidos na internet
Investigador acompanha as ações de grupos homofóbicos em SP; torcidas organizadas também estão na mira
Delegacia especializada também investiga os crimes contra negros, judeus e nordestinos cometidos na internet
DE SÃO PAULO
Um investigador de polícia, ex-punk, é quem monitora os skinheads e os punks homofóbicos na Decradi.
Outro investigador, responsável por se antecipar aos movimentos dos "hooligans" nos estádios, está em permanente contato com as torcidas organizadas.
Uma delegada-assistente é quem cuida da frente de crimes de ódio na internet.
No total, 20 policiais, incluindo a delegada Margarette Correa Barreto, 44, integram a força-tarefa paulista para cuidar dessas modalidades de ataque.
Foi assim que se conseguiu localizar, intimar, colher o depoimento e concluir o inquérito no caso da jovem que, nos dias seguintes à eleição de Dilma Rousseff, usou o seu perfil no microblog twitter para conclamar: "Nordestisto [sic] não é gente, faça um favor a Sp, mate um nordestino afogado!".
"O problema é que o crime de ódio tem características de onda. Depois da repercussão daquele caso, ocorreu um tsunami de manifestações antinordestinos na internet", afirma a delegada.
No total, 40% de todas as ocorrências atuais da Decradi já se referem a casos cibernéticos, envolvendo, pela ordem, ataques a negros, judeus e nordestinos.
Essa é apenas a pequena parte sobre a qual existem denúncias e investigações.
Um breve passeio no Orkut permite que se encontrem comunidades dedicadas a defender que "uma bomba atômica seja despejada na África", o "estupro corretivo de lésbicas" e a destruição do Japão, entre outros ataques.
Armas usadas pelas gangues e apreendidas pela Polícia de São Paulo
Um investigador de polícia, ex-punk, é quem monitora os skinheads e os punks homofóbicos na Decradi.
Outro investigador, responsável por se antecipar aos movimentos dos "hooligans" nos estádios, está em permanente contato com as torcidas organizadas.
Uma delegada-assistente é quem cuida da frente de crimes de ódio na internet.
No total, 20 policiais, incluindo a delegada Margarette Correa Barreto, 44, integram a força-tarefa paulista para cuidar dessas modalidades de ataque.
Foi assim que se conseguiu localizar, intimar, colher o depoimento e concluir o inquérito no caso da jovem que, nos dias seguintes à eleição de Dilma Rousseff, usou o seu perfil no microblog twitter para conclamar: "Nordestisto [sic] não é gente, faça um favor a Sp, mate um nordestino afogado!".
"O problema é que o crime de ódio tem características de onda. Depois da repercussão daquele caso, ocorreu um tsunami de manifestações antinordestinos na internet", afirma a delegada.
No total, 40% de todas as ocorrências atuais da Decradi já se referem a casos cibernéticos, envolvendo, pela ordem, ataques a negros, judeus e nordestinos.
Essa é apenas a pequena parte sobre a qual existem denúncias e investigações.
Um breve passeio no Orkut permite que se encontrem comunidades dedicadas a defender que "uma bomba atômica seja despejada na África", o "estupro corretivo de lésbicas" e a destruição do Japão, entre outros ataques.
Gangue identificada pela polícia de São Paulo
ORGULHO
Outra dificuldade particular dos crimes de ódio é que, para muitos agressores, torna-se motivo de orgulho ser pego pela polícia -é como se fosse um atestado de devoção à "causa"."Tivemos o caso de um skinhead que, flagrado quando ia atacar uma vítima, foi detido e trazido ao Decradi. O rapaz estava eufórico. Dizia que, enfim, conseguira se igualar ao irmão e teria um quadro no quarto com seu próprio BO por agressão", lembra a delegada.
A terceira ordem de problemas refere-se à produção de provas dos crimes de ódio. Não basta que um homossexual seja atacado na rua para que se configure a prática de crime de ódio.
"É preciso que fique provado que o ataque teve como motivo a orientação sexual. Se foi, por exemplo, um assalto que teve a circunstância de ter uma vítima homossexual, descaracteriza-se a ação como crime de ódio."
Por fim, os alvos do crime de ódio mudam, conforme também muda a sociedade. "Pouquíssimo se falava nos Estados Unidos a respeito de ataques à comunidade islâmica do país", afirma.
"Mas depois da explosão das Torres Gêmeas, em 11 de setembro de 2001, houve uma avalanche de agressões -motivadas pelo puro preconceito- a mesquitas e a símbolos do Islã."
No Brasil, a delegada aposta: a próxima onda de intolerância terá como alvo a comunidade de bolivianos, muitos deles imigrantes ilegais subempregados nas fábricas de roupas do Brás (centro de São Paulo).
"Os bolivianos são muito vulneráveis, porque não têm organizações próprias fortes e porque têm medo que, denunciando os maus-tratos que sofrem, tornem-se visados pela imigração brasileira", diz a delegada.
(LAURA CAPRIGLIONE)
A terceira ordem de problemas refere-se à produção de provas dos crimes de ódio. Não basta que um homossexual seja atacado na rua para que se configure a prática de crime de ódio.
"É preciso que fique provado que o ataque teve como motivo a orientação sexual. Se foi, por exemplo, um assalto que teve a circunstância de ter uma vítima homossexual, descaracteriza-se a ação como crime de ódio."
Por fim, os alvos do crime de ódio mudam, conforme também muda a sociedade. "Pouquíssimo se falava nos Estados Unidos a respeito de ataques à comunidade islâmica do país", afirma.
"Mas depois da explosão das Torres Gêmeas, em 11 de setembro de 2001, houve uma avalanche de agressões -motivadas pelo puro preconceito- a mesquitas e a símbolos do Islã."
No Brasil, a delegada aposta: a próxima onda de intolerância terá como alvo a comunidade de bolivianos, muitos deles imigrantes ilegais subempregados nas fábricas de roupas do Brás (centro de São Paulo).
"Os bolivianos são muito vulneráveis, porque não têm organizações próprias fortes e porque têm medo que, denunciando os maus-tratos que sofrem, tornem-se visados pela imigração brasileira", diz a delegada.
(LAURA CAPRIGLIONE)
Armas usadas pelas gangues e apreendidas pela Polícia de São Paulo
31 de mar. de 2011
Abaixo-assinado pela cassação de Bolsonaro
Vamos lá galera, vamos assinar!
http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N8348
http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N8366
Aff, os motivos são tantos, mas pra simplificar, segue a imagem abaixo:
http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N8348
http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N8366
Aff, os motivos são tantos, mas pra simplificar, segue a imagem abaixo:
Assine djá !
Carta aos Fundamentalistas
E-mail enviado por um estudante de teologia de Boston para Laura Schlessinger, uma personalidade do rádio americano que distribui conselhos para pessoas que ligam para seu show. Em certa ocasião ela disse que a homossexualidade é uma abominação de acordo com Levíticos 18:22 e não pode ser perdoada em qualquer circunstância. O texto abaixo é uma carta aberta para Dra. Laura, escrita por um cidadão americano e também disponibilizada na Internet".
"Cara Dra. Laura,
Obrigado por ter feito tanto para educar as pessoas no que diz respeito à Lei de Deus. Eu tenho aprendido muito com seu show, e tento compartilhar o conhecimento com tantas pessoas quantas posso. Quando alguém tenta defender o homossexualismo, por exemplo, eu simplesmente o lembro que Levítico 18:22 claramente afirma que isso é uma abominação. Fim do debate. Mas eu preciso de sua ajuda, entretanto, no que diz respeito a algumas leis específicas e como seguí-las:
a) Quando eu queimo um touro no altar como sacrifício, eu sei que isso cria um odor agradável para o Senhor (Levítico 1:9). O problema são os meus vizinhos. Eles reclamam que o odor não é agradável para eles. Devo matá-los por heresia?
b) Eu gostaria de vender minha filha como escrava, como é permitido em Êxodo 21:7. Na época atual, qual você acha que seria um preço justo por ela?
c) Eu sei que não é permitido ter contato com uma mulher enquanto ela está em seu período de impureza menstrual (Levítico 15:19-24). O problema é: como eu digo isso a ela ? Eu tenho tentado, mas a maioria das mulheres toma isso como ofensa.
d) Levíticos 25:44 afirma que eu posso possuir escravos, tanto homens quanto mulheres, se eles forem comprados de nações vizinhas. Um amigo meu diz que isso se aplica a mexicanos, mas não a canadenses. Você pode esclarecer isso? Por que eu não posso possuir canadenses?
e) Eu tenho um vizinho que insiste em trabalhar aos sábados. Êxodo 35:2 claramente afirma que ele deve ser morto. Eu sou moralmente obrigado a matá-lo eu mesmo?
f) Um amigo meu acha que mesmo que comer moluscos seja uma abominação (Levítico 11:10), é uma abominação menor que a homossexualidade. Eu não concordo. Você pode esclarecer esse ponto?
g) Levíticos 21:20 afirma que eu não posso me aproximar do altar de Deus se eu tiver algum defeito na visão. Eu admito que uso óculos para ler. A minha visão tem mesmo que ser 100%, ou pode-se dar um jeitinho?
h) A maioria dos meus amigos homens apara a barba, inclusive o cabelo das têmporas, mesmo que isso seja expressamente proibido em Levíticos 19:27. Como eles devem morrer?
i) Eu sei que tocar a pele de um porco morto me faz impuro (Levítico 11:6-8), mas eu posso jogar futebol americano se usar luvas? (as bolas de futebol americano são feitas com pele de porco)
j) Meu tio tem uma fazenda. Ele viola Levítico 19:19 plantando dois tipos diferentes de vegetais no mesmo campo. Sua esposa também viola Levítico 19:19, porque usa roupas feitas de dois tipos diferentes de tecido (algodão e poliester). Ele também tende a xingar e blasfemar muito. É realmente necessário que eu chame toda a cidade para apedrejá-los( Levítico 24:10-16)? Nós não poderíamos simplesmente queimá-los em uma cerimônia privada, como deve ser feito com as pessoas que mantêm relações sexuais com seu sogros (Levítico 20:14)? Eu sei que você estudou essas coisas a fundo, então estou confiante que possa ajudar.
Obrigado novamente por nos lembrar que a palavra de Deus é eterna e imutável.
Seu discípulo e fã ardoroso."
2 de mar. de 2011
Suicídio de um menino gay
A Ignorância é vizinha da maldade…
Desculpe, me faltam palavras, vejam o vídeo, é curtinho, dois minutos que falam mais do que horas de discurso.
Desculpe, me faltam palavras, vejam o vídeo, é curtinho, dois minutos que falam mais do que horas de discurso.
31 de dez. de 2010
Retrospecchuca 2010, a mágoa e o preconceito que queremos deixar pra trás!
Gente, segue um brevíssimo retrospecto de alguns bafos desse Anoos, as oferendas que a gente quer que voltem para o mar!
A chuca do ano começou bem, estávamos em plena virada, quando a Boris Cacura, cheia de preconceito e mágoa nos brinda com uma ofensa aos garis:
"Que merda: dois lixeiros desejando felicidades do alto da suas vassouras. O mais baixo na escala do trabalho.”
Mas como não há nada que não possa piorar, há outras pérolas, que não poderiam ficar fora das chucas no anus!
Em fevereiro, na Globo, Marcelo Dourado, entre outras afirmações imbecis e homofóbicas afirmou que “Homem hétero não pega AIDS”, que quebraria os dedos da participante lésbica Morango. O participante gerou uma onda homofóbica na internet sob o manto de uma suposta heterofobia, e em apoio às suas declarações surgiram manifestações pelo “orgulho hétero”, que incluíam comunidades no Orkut que pregavam o “estupro corretivo” de lésbicas.
Mas não é só entre antas de reality show que os preconceitos mais grosseiros se disseminam. Na culta e intelectualizada USP, o Jornal universitário, “O Parasita”, convocou os estudantes a jogarem fezes em homossexuais em troca de convite para uma festa
A ignorância e o preconceito também inunda essa planície. No mês de maio, Em busca de votos, Anthony Garotinho do PR, faz discurso homofóbico em evento evangélico, no Rio de Janeiro. Além de taxar a homossexualidade de anti-natural e contrária à vontade de Deus, usou disso para combater políticos, como o governador Sergio Cabral, que defendem causas LGBT. Mas essa chuca nos já tinhamos mencionado aqui no blog.
A chuca no Estado do Rio de Janeiro não para por aí, em Junho, o deputado estadual Eduardo Cunha do PMDB-RJ propõe projeto de lei reacionário que criminaliza a discriminação de heterossexuais como o “direito de ser normal”. E propõe o dia do ´orgulho hétero’. A pergunta que fica, alguém já foi discriminado por ser hétero? Algum casal já foi agredido ou ofendido na rua por conta disso?
Essa babaquice já foi tratada aqui no blog também.
Pois é, enquanto o nobre deputado age assim, continuam as mortes por homofobia. Ainda em junho, Alexandre Ivo Rajão, 14 anos, foi torturado e morto. Os assassinos continuam soltos. A mãe de Alexandre luta por justiça. Essa notícia já vimos aqui.
De forma fantasiosa e preconceituosa a Revista VEJA lança uma matéria falando de um Brasil de de classe média, onde supostamente não existe mais preconceito(oi?). Por conta disso, detona com a toda militância em torno de Direitos para gays, afimando que esta é desnecessária e ninguém mais quer ou precisa levantar bandeiras políticas. Basta que as pessoas sejam educadas para que o preconceito seja vencido
Curiosamente, poucos meses depois, um amigo de José Serra, Reinaldo Azevedo, um dos colunistas mais reacionários desta revista, que já se notabiliza por seu conteúdo de ultra-direita, afirma que no Brasil não existe Homofobia e que o projeto de lei que a combate é uma excrescência nazista. Aff...
Enquanto isso, um conselheiro escolar nos EUA defendeu o suicídio de jovens gays com a justificativa de que pecadores devem se matar por conta de seus pecados.
Em agosto, que desgosto: Tentando “corrigir” as ações de um menino que, supostamente, agia como menina, um homem mata a criança: Um homem de 20 anos que trabalhava como babá provocou a morte de um menino de apenas 17 meses dos EUA. O motivo? A criança estaria agindo como uma menina. Pedro Jones, morador de Long Island, gerou revolta na população local ao confessar que matou o pequeno Roy A., de quem estava cuidando, para tentar "fazer com que ele se comportasse como um menino, e não como uma garotinha".
De acordo com a polícia, o criminoso deu vários socos no bebê e o agarrou pelo pescoço. A vítima chegou a ser levada ao hospital, mas morreu depois de sofrer parada cardíaca.
Enquanto isso, na TV, as novelas seguiram com gays fazendo papéis estereotipados, assexuados, pois nem há demonstrações de afeto, isso quando não terminam virando héteros.
No meio das bizarrizes causadas pelo preconceito contra gays, o Ilustrissimo Pastor Silas Malafaia continua em sua cruzada de combate aos infiéis. Na mais absoluta falta do que fazer, decide espalhar outdoors pelo Estado do Rio de Janeiro em que afirma que que os gays são uma ameaça à perpetuação da espécie (oi?). Será ignorância ou ma-fé mesmo?
Mas quando achávamos que nada pior em matéria de preconceitos poderia surgir, eis que José Serra, no vale tudo da campanha eleitoral, transforma a eleição em guerra santa e busca aliados juntos aos grupos mais reacionários, num trupe que incluía de monarquistas, TFPs entre outros. Aí foram levantadas todas as bandeiras do conservadorismo, o que incluiu a negociação com alguns grupos religiosos, do veto á ao projeto de lei que combate a homofobia. Em Campos, com o apoio de Garotinho, foram distribuídos os mais diversos panfletos e adesivos de cunho difamatório contra a campanha de Dilma. Bem, ao que tudo indica deve existir castigo divino pra quem usa do nome de Deus para semear o ódio.
Para terminar nosso ano, o Deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), exibindo toda sua ignorância, truculência e desrespeito com a diferença Eim uma manifestação de tom claramente totalitário em termos de sexualidade humana, por não admitir que as pessoas LGBTs (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros) tenham a si atribuída a mesma dignidade conferida às pessoas heterossexuais, declarou que os pais deveriam bater em seus filhos (!) se os mesmos demonstrassem tendências homossexuais…
Eis as palavras homofóbicas do deputado: “O filho começa a ficar assim, meio gayzinho leva um coro, ele muda o comportamento dele. Olha, eu vejo muita gente por aí dizendo: ainda bem que eu levei umas palmadas, meu pai me ensinou a ser homem” (sic).
PS: Bolsonaro é o mesmo que defende a Ditadura Militar, combate Direitos humanos, é contra as investigações sobre os desaparecidos no regime militar, contra até a busca dos corpos daqueles que foram mortos.
E aí quem merece a chuca do ano? Vamos devolver pro mar essas oferendas?
16 de dez. de 2010
Multa para agressores por Homofobia na Paulista
Defensoria Pública pede multa de R$ 80 mil para agressores da Paulista
Defensora Maíra Diniz diz que vítima e testemunha relataram homofobia.
Denúncia feita à Secretária da Justiça se baseia em lei anti-homofóbica.
Kleber Tomaz Do G1 SP
"Ele me chamou. Quando virei, ele já me atacou no rosto com a lâmpada", disse vítima Luís Alberto Betônio (Foto: Leticia Macedo/G1)
Baseada numa lei estadual anti-homofóbica, a Defensoria Pública de São Paulo vai entrar com uma denúncia administrativa na Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania para pedir que a comissão do órgão aplique uma multa de R$ 80 mil para os cinco suspeitos de agredir pessoas na região da Avenida Paulista em 14 de novembro. A defensora Maíra Diniz, coordenadora do Núcleo de Combate à Discriminação, Racismo e Preconceito da defensoria, afirmou nesta quinta-feira (16) que duas vítimas relataram para ela que a motivação dos ataques foi homofóbica.
“Ouvi uma vítima dos agressores, o rapaz que apanhou na boate, e uma testemunha que viu um outro rapaz ser agredido por lâmpadas . Eles afirmaram que os ataques foram homofóbicos porq que os agressores confundiram as vítimas com homossexuais. Afirmaram terem sido chamados de gays e xingados de ‘viados’”, disse a defensora pública Maíra Diniz.
De acordo com a coordenadora do Núcleo de Combate à Discriminação, Racismo e Preconceito da Defensoria Pública, ela irá basear seu pedido à secretaria na lei estadual 10.948 de 2001 de combate à homofobia. “Ela é uma lei anti-homofóbica. Prevê a aplicação de penalidade administrativa na forma de uma advertência ou aplicação de multa para quem comete esse ato que deve ser repudiado”, disse Maíra.
Segundo a defensora, ela pediu a aplicação de multa de R$ 16 mil para cada um dos cinco suspeitos. “O dinheiro poderá ir para um fundo de políticas públicas de diversidade sexual se a comissão da Secretaria da Justiça assim decidir”, falou Maíra.
O Juizado Especial da Vara da Infância e Juventude de São Paulo deve ouvir na manhã desta sexta-feira (17) as testemunhas de defesa dos jovens suspeitos de agredir pessoas na região da Avenida Paulista no dia 14 de novembro. Na última sexta (10), as testemunhas de acusação prestaram depoimentos.
Quatro adolescentes suspeitos do ataque, com idades entre 16 e 17 anos, estão na Fundação Casa (antiga Febem) após a Justiça decretar a internação provisória deles em 23 de novembro. Após isso, o juiz decidirá se os garotos continuarão internados para cumprir medidas sócio-educativas ou responderão as acusações em liberdade. Se forem mantidos na Fundação Casa, poderão ser sentenciados a até 3 anos de internação.
Jonathan Lauton Domingues, de 19 anos, o único maior de idade do grupo suspeito dos ataques, continua em liberdade. A Polícia Civil, no entanto, pediu a prisão preventiva de Jonathan à Justiça. O inquérito com os laudos e os vídeos das agressões gravados por câmeras de segurança dos prédios foram encaminhados ao Ministério Público e a Vara do Júri. Segundo informou a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de São Paulo, a Justiça ainda não havia decidido sobre o pedido até a manhã desta quinta-feira.
O estudante de jornalismo Luís Alberto Betonio, de 23 anos, que aparece nas imagens apanhando do adolescente de 16 anos afirmou em entrevista ao Fantástico em 5 de dezembro que foi confundido com gays e vítima de homofobia. Em entrevista por e-mail ao G1, publicada em 6 de dezembro, o garoto suspeito pediu uma "uma nova chance".
Os defensores de alguns jovens suspeitos dos ataques entrariam com recursos contra a internação deles no TJ-SP. Os advogados negam que as agressões tenham tido cunho homofóbico.
Na madrugada do último domingo (5), houve mais um ataque contra homossexuais na região da Avenida Paulista. Câmeras de segurança registraram o momento em que as vítimas foram agredidas violentamente por um homem. Nos últimos meses, foram pelo menos seis ataques na região, com oito vítimas feridas.
Observação deste Blogueiro: Além de punir os agressores é necessário impedir que o discurso de discriminação e preconceito que justifica essas violências se prolifere.
A punição é necessária, mas para além dela é necessário fechar as torneiras de uma cultura que alimenta o ódio e a intolerância.
15 de dez. de 2010
Igreja evangélica sofre ataques homofóbicos
Igreja evangélica sofre série de ataques homofóbicos em Fortaleza
Pichações foram feitas em muro do templo religioso em agosto e novembro. Cerca de 60 integrantes receberam ameaças de morte, disse pastora.
Glauco Araújo Do G1, em São Paulo 5/12/2010 13h27 - Atualizado em 15/12/2010 13h45
Igreja sofreu pichações com teor homofóbico em Fortaleza
Representantes da Igreja Comunidade Cristã Nova Esperança denunciaram, nesta terça-feira (14), uma série de ataques homofóbicos sofridos desde agosto, em Fortaleza. Segundo a pastora Sara Cavalcante, responsável pela igreja na capital cearense, cerca de 60 frequentadores foram ameaçados de morte e o muro do templo religioso apareceu com pichações várias vezes. O local é conhecido por pregar a inclusão social, a diversidade sexual e atua diretamente com pessoas da comunidade LGBT. O último ataque ocorreu nesta quarta-feira (8).
"Somos uma igreja evangélica, pentecostal e inclusiva", disse Sara, que se reuniu nesta quarta-feira (15) com integrantes da Câmara de Veradores de Fortaleza para apresentar um dossiê com relatos dos ataques sofridos por integrantes da igreja. Nesta terça, ela participou de um encontro com a Coordenadoria da Diversidade Sexual da Secretaria Municipal de Direitos Humanos para pedir ajuda. "Eles nos ofereceram ajuda jurídica e apoio para atuarmos em conjunto de forma educativa e preventiva na região", afirmou Sara.
Pichações em muro de igreja começaram a ser feitas em agosto de ano
Cronologia
Segundo a igreja, no mês de agosto deste ano, o prédio do templo foi apedrejado, o muro foi pichado com mensagens homofóbicas e os cadeados, entupidos. No começo de novembro, rapazes insultaram e fizeram ameaças de morte contra os frequentadores da igreja na saída de um dos cultos. No fim de novembro, um grupo de rapazes ameçou atear fogo ao prédio da igreja. O último ataque aconteceu na semana passada, quando jogaram urina na porta do prédio.
Segundo a igreja, no mês de agosto deste ano, o prédio do templo foi apedrejado, o muro foi pichado com mensagens homofóbicas e os cadeados, entupidos. No começo de novembro, rapazes insultaram e fizeram ameaças de morte contra os frequentadores da igreja na saída de um dos cultos. No fim de novembro, um grupo de rapazes ameçou atear fogo ao prédio da igreja. O último ataque aconteceu na semana passada, quando jogaram urina na porta do prédio.
Providências
"Notificamos o Ministério Público para acompanhar o caso para encontrar os responsáveis pelos ataques homofóbicos. Além disso, queremos desenvolver uma ação educativa na comunidade próxima da igreja e prevenir novos ataques. Vamos atuar junto com lideranças do bairro", disse Luanna Marley, coordenadora do Centro de Referência LGBT de Fortaleza.
"Notificamos o Ministério Público para acompanhar o caso para encontrar os responsáveis pelos ataques homofóbicos. Além disso, queremos desenvolver uma ação educativa na comunidade próxima da igreja e prevenir novos ataques. Vamos atuar junto com lideranças do bairro", disse Luanna Marley, coordenadora do Centro de Referência LGBT de Fortaleza.
Segundo Sara, um Boletim de Ocorrência foi registrado no 3º Distrito Policial de Fortaleza relatando os ataques. "A nossa preocupação é a preservação da integridade dos frequentadores da igreja. Cobrimos a pichação, mas não pintamos o muro para evitar que sejam feitas novas pichações. Defendemos toda a liberdade sexual e não fazemos distinção de cor de pele ou orientação sexual. As portas da igreja sempre estarão abertas", disse a pastora.
Luanna disse que vai encaminhar um ofício para a Secretaria de Segurança Pública do Estado, pedindo investigação criminal. "Também vamos acionar o setor de Enfrentamento aos Crimes de Ódio da Polícia Federal".
Em outra pichação, agressores dizem que "homofobia não é crime"
Aqui, não são os mesmos que defendem a liberdade religiosa? Tisch, tisch, tisch ... O preconceito cega as pessoas para suas incoerências!
7 de dez. de 2010
21 de nov. de 2010
Video mostra a verdade sobre a agressão sofrida por gays na Av. Paulista.
Vejam só a que ponto chegamos: gays são agredidos na rua, os responsáveis são presos, e como justificativa para a agressão afirmam que só agrediram por que teriam sido paquerados pelos gays. É o velho recurso de por a culpa na vítima.
Isto é um absurdo por dois motivos: 1º – Mesmo que fosse verdade, jamais justificaria qualquer tipo de agressão. 2º – É pura mentira! É o que pode ser verificado do vídeo retirado de uma câmera de segurança.
Isto é um absurdo por dois motivos: 1º – Mesmo que fosse verdade, jamais justificaria qualquer tipo de agressão. 2º – É pura mentira! É o que pode ser verificado do vídeo retirado de uma câmera de segurança.
13 de nov. de 2010
DENÚNCIA: Motel de Campos discrimina gays!
Bem, amigos, somos cidadãos, trabalhamos, pagamos nossos impostos, votamos, não agredimos nem ofendemos ninguém, apenas queremos ser respeitados por aquilos que somos e é inaceitável que nos tratem como cidadãos de segunda categoria!
Mas, infelizmente, recebi hoje, aqui nos comentários do post anterior deste blog, uma reclamação de um fato que parece ser coisa do século passado! Leiam:
Vou escrever aqui a minha indignação e um caso no mínimo constrangedor, eu e meu namorado, resolvemos ir a um motel, e resolvemos bater ponto no de sempre, o alcazar, sim vou falar o nome. Chegando lá, achei a recepção do cara um pouco estranha, olhou bem dentro do carro e em seguida saiu da cabine pra me dar o seguinte recado, " o patrão não está mais aceitando a entrada de dois raSpazes"- sim ele falou assim, fiquei sem reação na hora, e ele pediu desculpa. Não quis discutir com ele ou saber o motivo, pois percebi que o cara não tinha a manha com as palavras. Gostaria de saber se alguém tem ideia do que aconteceu lá dentro, pra eles proibirem de uma hora pra outra, ou se o dono está realmente com preconceito. O último lugar que eu pensava em ser recriminado era na entrada de um motel. Depois disso, rimos da situação, mas mesmo assim.. bastante desagradável!
Eu mesmo já fui a esse motel e nunca passei por isso, mas se os donos do motel decidiram mudar de atitude isso é deplorável! Um retrocesso!
Mas me permita discordar de uma coisa: Você pergunta se alguém tem idéia do aconteceu lá dentro, mas, a verdade é que, neste caso, pouco importa o que possa ter acontecido lá dentro. Tenho certeza que não deve ter acontecido nada que não aconteça também com casais heteros. Enfim, de um jeito ou de outro é preconceito puro.
Aí vem aquelas pessoas com um papo: “Eu respeito gays, não sou preconceituoso, mas tenho o direito de não querê-los perto de mim”. Aff... É rigorosamente a mesma coisa que acontecia com Negros antes de criminalizarem o racismo!! É preconceito puro, na veia. E o preconceito em sua versão mais forte, nunca é visto como tal por quem discrimina.
Agora, queridos, se isso aconteceu com vocês, tenham ciência de que vocês tiveram seus direitos violados e existe uma lei no Estado do Rio de janeiro, que pune com multas e outras penalidades estabelecimentos que discriminam gays.
LEI Nº 3406, DE 15 DE MAIO DE 2000 que ESTABELECE PENALIDADES AOS ESTABELECIMENTOS QUE DISCRIMINEM PESSOAS EM VIRTUDE DE SUA ORIENTAÇÃO SEXUAL (Clique aqui e leia o texto)
Não se esqueçam, denunciem!
Disque Cidadania LBT – Tel.: 0800 0234567, 24 horas por dia, para denúncias e atendimento às vítimas de violência e discriminação. (leia mais)
19 de out. de 2010
Mala, mala, Malafaia…
17 de set. de 2010
Gays comem cocô ?
Bem é o que alguns pastores andam dizendo na África …
É dificil fazer algum comentário sobre esse vídeo, é absurdo demais! Mas, por certo, mostra o tipo de coisa que a ignorância pode gerar.
E nhaí, já saboreou seu cocozinho hoje ?
É dificil fazer algum comentário sobre esse vídeo, é absurdo demais! Mas, por certo, mostra o tipo de coisa que a ignorância pode gerar.
E nhaí, já saboreou seu cocozinho hoje ?
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